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MEI Pode Contratar Funcionário? Regras, Custos e Passo a Passo em 2026

Equipe MeiNoBolso·

O negócio cresceu e você está sozinho dando conta de tudo? O MEI pode, sim, contratar ajuda — mas com uma regra que surpreende muita gente: só é permitido um funcionário. Entenda como funciona, quanto custa e como formalizar sem erro.

MEI pode ter funcionário?

Pode. O MEI tem permissão para contratar exatamente um empregado, com carteira assinada e todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Esse único vínculo é suficiente para dar suporte ao negócio sem descaracterizar a natureza "individual" da categoria.

Se você precisar de mais de uma pessoa trabalhando com carteira assinada, o caminho é diferente: você precisa se desenquadrar do MEI e migrar para Microempresa (ME).

Quanto custa contratar um funcionário sendo MEI

O empregado do MEI deve receber, no mínimo, o salário mínimo nacional (R$ 1.621,00 em 2026) ou o piso da categoria, se houver um definido em convenção coletiva para a atividade.

Além do salário, o MEI paga dois encargos simplificados:

  • FGTS: 8% sobre o salário;
  • INSS patronal: 3% sobre o salário (alíquota reduzida, exclusiva do MEI — bem menor que os cerca de 20% pagos por empresas maiores).

Isso dá um total de 11% de encargos. Sobre um salário mínimo de R$ 1.621, isso representa aproximadamente R$ 178 por mês a mais, além do salário em si.

O que mais entra na conta

Fora o salário e os encargos mensais, o funcionário tem direito a:

  • Férias remuneradas com adicional de 1/3, uma vez por ano;
  • 13º salário, pago em duas parcelas (novembro e dezembro);
  • Vale-transporte, se o funcionário precisar se deslocar até o trabalho;
  • Horas extras, se houver, com adicional mínimo de 50%.

Vale planejar o fluxo de caixa considerando esses custos "extras" que não aparecem na conta mensal, mas pesam ao longo do ano.

Como contratar: passo a passo

  1. Confirme o piso salarial da categoria (verifique se existe convenção coletiva específica pra atividade, além do salário mínimo);
  2. Registre a admissão no eSocial, o sistema oficial do governo pra empregadores — é lá que se formaliza o contrato de trabalho;
  3. Gere a Carteira de Trabalho Digital do funcionário automaticamente através do próprio eSocial;
  4. Pague o salário e os encargos (FGTS + INSS) todo mês, dentro do prazo;
  5. Cumpra as obrigações acessórias, como declarar informações mensais no eSocial e recolher os valores nas guias correspondentes.

Se você não se sentir seguro pra fazer esse processo sozinho, um contador (mesmo que só pra essa etapa específica) evita erros que podem gerar multa trabalhista depois.

Perguntas frequentes

Posso contratar mais de um funcionário sendo MEI? Não. O limite é de um único empregado. Para contratar mais, é obrigatório migrar para Microempresa (ME).

O funcionário do MEI tem os mesmos direitos de um CLT normal? Sim, integralmente: férias, 13º, FGTS, horas extras e demais direitos trabalhistas se aplicam normalmente.

Posso contratar um familiar como funcionário do MEI? Em geral sim, desde que a relação de trabalho seja real (com registro, pagamento e função de fato exercida) — contratações "fictícias" só para fins fiscais são ilegais.

O que acontece se eu demitir o único funcionário? Você pode voltar a operar sozinho no MEI, sem problema — e pode contratar outro empregado depois, respeitando sempre o limite de um vínculo por vez.

Resumo final

O MEI pode ter ajuda contratada, mas dentro de um limite claro: um único funcionário, com carteira assinada e custo total de cerca de 11% sobre o salário em encargos, além dos direitos trabalhistas padrão (férias, 13º, FGTS). Se o negócio crescer a ponto de precisar de mais gente, o passo seguinte é avaliar a migração para Microempresa — um sinal, inclusive, de que o negócio está indo bem.

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