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Impostos e DAS

MEI ou ME: Diferenças, Custos e Quando Vale a Pena Migrar em 2026

Equipe MeiNoBolso·

Muita gente só migra de MEI para Microempresa (ME) quando é obrigado — depois de ultrapassar o teto de faturamento. Mas em alguns casos, migrar antes disso, por escolha própria, pode fazer mais sentido pro negócio. Veja as diferenças reais entre as duas categorias.

Limite de faturamento

  • MEI: até R$ 81.000 por ano;
  • ME: até R$ 360.000 por ano, dentro do Simples Nacional.

Se o seu negócio já está próximo do teto do MEI e tende a crescer, migrar pra ME dá bem mais espaço antes de precisar pensar em outra mudança de categoria.

Impostos: fixo vs. proporcional

Essa é a diferença que mais pesa no bolso:

  • MEI paga um valor fixo mensal (o DAS), entre aproximadamente R$ 82 e R$ 87 em 2026, independente de quanto fatura naquele mês;
  • ME paga uma alíquota variável sobre o faturamento mensal, conforme o anexo do Simples Nacional aplicável à atividade — começando em torno de 4% a 6% e subindo conforme o faturamento acumulado nos últimos 12 meses.

Um exemplo prático: um negócio faturando R$ 4.000/mês pagaria cerca de R$ 82 como MEI, mas algo perto de R$ 240 como ME — uma diferença de quase R$ 160/mês. Ou seja, financeiramente, o MEI costuma ser bem mais vantajoso enquanto o faturamento permitir. Quer ver a conta com o seu próprio faturamento? Use nosso simulador MEI ou ME gratuito.

Obrigações contábeis

  • MEI: não precisa de contador. A rotina é simplificada e pode ser feita pelo próprio empreendedor via Portal do Empreendedor;
  • ME: contador é obrigatório, por exigência do Código Civil Brasileiro, desde o primeiro dia como Microempresa.

Isso significa um custo mensal novo (o honorário contábil) que não existe no MEI.

Atividades permitidas

  • MEI: só pode atuar nas atividades da lista oficial. Profissões regulamentadas por conselho de classe e atividades consideradas intelectuais costumam ficar de fora;
  • ME: permite praticamente qualquer atividade, incluindo profissões intelectuais regulamentadas — médicos, engenheiros, advogados, consultores, desenvolvedores, entre outros.

Se a sua atividade não está na lista do MEI, a ME (ou outro tipo societário) é o único caminho pra formalizar.

Funcionários

  • MEI: limite de um único funcionário;
  • ME: sem esse limite — pode contratar quantos o negócio precisar e comportar.

Quando faz sentido migrar por escolha própria

  • Quando o faturamento está consistentemente perto do teto do MEI e a tendência é continuar crescendo — migrar de forma planejada evita o recálculo retroativo de impostos que acontece quando você ultrapassa o limite sem ter se desenquadrado a tempo;
  • Quando você precisa contratar mais de um funcionário;
  • Quando a atividade que você quer exercer não está na lista permitida do MEI;
  • Quando você quer expandir para atividades adicionais que exigem uma estrutura mais robusta.

Quando vale a pena continuar como MEI

  • Enquanto o faturamento estiver confortavelmente abaixo do teto, sem previsão de estourar;
  • Quando a simplicidade (sem contador, DAS fixo, menos burocracia) pesa mais do que o benefício de faturar mais;
  • Quando o negócio ainda está em fase de validação, sem estrutura pra assumir o custo fixo extra de um contador.

Perguntas frequentes

Migrar para ME é reversível? Não. Uma vez migrado, não é possível voltar a ser MEI com o mesmo CNPJ.

A migração para ME é automática quando eu ultrapasso o limite do MEI? Depende do quanto você ultrapassa — veja os detalhes completos no nosso artigo sobre o que fazer se você ultrapassar o limite do MEI.

Migrar para ME é caro? O maior custo novo é o honorário do contador (obrigatório), que varia conforme a região e a complexidade — além da alíquota de imposto ser proporcional ao faturamento, geralmente maior que o DAS fixo do MEI.

Posso contratar mais de um funcionário assim que migro para ME? Sim, a partir da migração o limite de um único funcionário do MEI deixa de existir.

Resumo final

A escolha entre MEI e ME não é só sobre "crescer ou não crescer" — é sobre o ponto em que a simplicidade e o custo baixo do MEI deixam de compensar frente às vantagens de faturamento maior, mais atividades permitidas e sem limite de funcionários da ME. Migrar de forma planejada, antes de ser forçado pelo teto de faturamento, costuma ser a decisão mais tranquila financeiramente.

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